Gestão e tecnologia marcam pontos junto dos inquilinos

Ana Tavares |
Gestão e tecnologia marcam pontos junto dos inquilinos

 

Este estudo entrevistou mais de 1.300 utilizadores de imóveis comerciais a nível mundial, procurando identificar quais os aspetos de gestão dos imóveis que os inquilinos mais valorizam e quais os tipos de novos serviços que necessitam.

A qualidade da gestão dos ativos é considerada crítica no momento em que os inquilinos decidem se querem ou não ocupar o espaço. Os dois aspetos que mais valorizam tendo em vista os resultados da empresa são a gestão do edifício e financeira, seguida pelos serviços tecnológicos como o terceiro ponto mais importante. Além disso, 62% dos inquilinos esperam aumentar o seu investimento em tecnologia no local de trabalho em 2018.

Dentro da gestão dos edifícios, dão mais importância à limpeza, segurança e proteção dos locais de trabalho. Nos escritórios, o conforto e a eficiência, incluindo a climatização, limpeza, manutenção de elevadores e acesso a água, luz e gás são alguns dos pontos essenciais.

A nível da gestão financeira, a comunicação de atualizações de serviços é o aspeto considerado mais relevante na gestão do edifício para os inquilinos. No caso dos escritórios, as principais funções comerciais, como a cobrança de rendas, gestão das despesas comuns ou contabilidade estão no topo das preocupações. A nível tecnológico, a internet é o fator mais valorizado.

Com este relatório, a consultora conclui que, atualmente, «os gestores de imóveis precisam de acompanhar o ritmo de mudança constante do mercado, mas também a rápida evolução da tecnologia para responder com êxito aos três principais stakeholders – utilizadores finais, proprietários e investidores».

«Os resultados mostram uma visão interessante do futuro da gestão de imóveis, que envolve a utilização de tecnologias mais atrativas nas operações e nos serviços tradicionais de construção. Ao fazê-lo, os gestores de imóveis vão melhorar a experiência geral do inquilino, o recrutamento dentro das empresas inquilinas, a renovação de contratos de arrendamento e, em última análise, o valor do imóvel», conclui ainda a CBRE.