FNRE arranca em Lisboa e Viseu com €5M

Ana Tavares |
FNRE arranca em Lisboa e Viseu com €5M

 

Segundo o Público, que se informou junto da Fundiestamo, entidade que vai ferir estes fundos, a sua intervenção passará pela aquisição e respetiva reabilitação de 5 imóveis degradados em Viseu e um imóvel em Lisboa, a colocar no mercado de renda acessível já em 2019.

O primeiro fundo dá pelo nome ImoViriato, e vai adquirir ao município de Viseu 5 imóveis, para posterior reabilitação, num total de 31 fogos para arrendamento nestes moldes, com 7 lojas, bem como um edifício para serviços. A rentabilidade esperada é de 5% ao ano para os dententores das UPs.

Em Lisboa, o ImoMadalena vai comprar à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa um imóvel para reabilitar com 8 fogos para o mesmo mercado de arrendamento e ainda dois espaços de comércio. A rentabilidade esperada é de 4% ao ano, segundo a Fundiestamo.

A Fundiestamo pretende «disponibilizar no mercado fogos a valores de mercado para a área geográfica em que se inserem, com rendas mais acessíveis (10% a 20%), de forma a contrariar o despovoamento dos centros das cidades», escreve o mesmo jornal. A decisão de constituir estes subfundos autónomos deverá permitir que estes funcionem «como unidades independentes que podem ter políticas de investimento distintas em termos do tipo de ativo, risco e maturidade».

E explica que «o recurso a esta modalidade justifica-se na medida em que permite à sociedade gestora, por um lado, gerir diversos ativos, com custos inferiores. E por outro lado, em virtude do princípio da autonomia, eventuais menos valias geradas em determinado momento num compartimento, não se comunicam aos demais. Por último, o processo de constituição de outros subfundos é mais célere».