Falta de escritórios obriga a soluções “out of the box”

Ana Tavares |
Falta de escritórios obriga a soluções “out of the box”

 

No seu mais recente WMarket Review, que aponta tendências para o mercado imobiliário em Portugal, a consultora nota que «os projetos continuarão a não ser suficientes para satisfazer a procura que tem vindo a aumentar de ano para ano». A falta de oferta nova e adequada, «conjugada com a urgência de ocupação, irá voltar a colocar no mercado alguns edifícios considerados obsoletos e a obrigar ocupantes, proprietários e promotores a pensarem "out of the box" na busca de soluções de ocupação em tempo útil».

Segundo a consultora, «a construção nova e o investimento na promoção de grandes projetos imobiliários vão gradualmente acrescentar mais dinamismo ao mercado, e proporcionar a 2018 a oportunidade de dar continuidade à excelente performance que o mercado tem vindo a registar».

Além dos escritórios, destaca também o setor do investimento (que deverá voltar a passar os 2.000 milhões) e do turismo enquanto os mais dinâmicos em 2018, que regista «um forte crescimento no segmento da hotelaria, pela procura expressiva por Lisboa e Porto enquanto destino turístico, o que favorece a abertura de novos hotéis».

Pedro Rutkowski, CEO da Worx, refere que «sabemos que o mercado é cíclico. Por um lado, atinge-se um crescimento máximo a curto prazo e, por outro lado, a queda tem também um período de recuperação ainda mais rápido. Por esse motivo deveremos aproveitar este boom em torno de Portugal, que tem trazido resultados positivos, para dinamizar o setor de investimento, projetando ideias no segmento de escritórios e hotelaria».