Escritórios quebram em junho, mas seguem em linha com 2016

Ana Tavares |
Escritórios quebram em junho, mas seguem em linha com 2016

De janeiro a junho, a área ocupada ficou 1% abaixo do período homólogo do ano passado, num total de 77.425m² que comparam com os 78.593m² do ano passado.

No primeiro semestre do ano, foram registadas 129 operações de colocação de escritórios, correspondendo a mais 34 que no ano passado. O Corredor Oeste foi a zona da cidade com mais transações, com 36% do total. O Parque das Nações registou apenas 4 colocações.

Até junho, apenas 4 transações dizem respeito a edifícios novos, com uma representação de 17% no total da área contratada no período em análise. O setor “Consultores e Advogados” foi responsável por 54% da área contratada, onde pesa a mudança da Abreu Advogados para a Avenida Infante D. Henrique.

Corredor Oeste e Prime CBD registaram a maior área contratada entre janeiro e junho, num total de 22.185m² e 15.398m², respetivamente. Por intervalo de área contratada, no Prime CBD, CBD, Parque das Nações e Corredor Oeste, pelo menos 50% das transações registaram uma superfície inferior a 300m².

O take up médio diminuiu 27%, passando de 827m² em junho de 2016 para 600m² em junho deste ano.

A Aguirre Newman acredita que «o mercado chegará ao final do ano com um take-up não inferior aos 150.000 m²», dado que «atualmente, existem em pipeline transações que irão ter um forte impacto na absorção de escritórios deste ano, como é o caso da Vieira de Almeida e a da WPP que preveem mudar as suas instalações para a zona ribeirinha. Estas duas resultarão num incremento de cerca de 13.000 m² no take-up anual», explica a consultora em comunicado.