Escritórios não absorvem procura das grandes empresas

Ana Tavares |
Escritórios não absorvem procura das grandes empresas

 

Esta é uma das principais conclusões do recente estudo Prime Watch, publicado pela B. Prime, segundo o qual «o mercado de escritórios deixa de conseguir acolher grandes empresas».

Para a consultora, «os bons resultados da economia portuguesa não estão a ser aproveitados, já que o enfoque continua a estar no mercado residencial e turístico». 0,7% dos escritórios novos ainda disponíveis não conseguem absorver a procura que se regista. Consequentemente, as rendas aumentam, mas «este crescimento não parece ainda ser suficiente para estabelecer um equilíbrio entre procura e oferta».

Além disso, crescem os pré-arrendamentos por parte das grandes empresas, que assim contornam a falta de edifícios modernos e adequados. 71% da área dos edifícios em construção está comprometida antes da sua conclusão, «fora do alcance das PME’s». As zonas da Praça de Espanha e 2ª Circular ou o Parque das Nações são as que sentem maior falta de espaço, segundo a B. Prime.

Não obstante, o mercado de investimento imobiliário comercial em Portugal atingiu um novo máximo no ano passado, de cerca de 1.900 milhões de euros, e continua a atrair o interesse dos investidores estrangeiros, apresentando yields que continuam a ser superiores comparativamente a outros países europeus. Retalho e escritórios representam 81% dos negócios realizados.

 

 

Foto: Joaquim Manços