Empresa pública de terrenos angolana vê actividade travada pela crise

Ana Tavares |
Empresa pública de terrenos angolana vê actividade travada pela crise

 

A informação é dada pelo presidente de administração da EGTI, Rodrigues dos Santos, que falava durante a primeira apresentação pública dos activos deste organismo, segundo o qual a EGTI tem activos em 12 das 18 províncias do país, e prevê arrecadar 800 milhões de dólares ao longo dos seus 10 anos de gestão.

Contudo, a crise tem afetado esta previsão, já que o número de contratos estabelecidos é «ainda muito baixo» face às previsões. «Mas também cremos que não podemos inibir-nos de continuar a promover os produtos, mesmo porque hoje é uma oportunidade nobre de darmos a conhecer o nosso trabalho, a nossa actividade», disse o responsável, citado pela Lusa.

A EGTI é responsável pela gestão e comercialização dos terrenos infra-estruturados de domínio público e privado do Estado. Foi criada em 2015, e actua sob a superintendência do Presidente da República.

A sua prioridade actual é comercializar os activos com infra-estruturas completas, já com estudo de valorização e portfólio. No interior, será o cadastramento e verificação de infra-estruturas que servem os terrenos em questão. «Só depois dessas condições é que podemos colocar para o mercado, ou seja, a nossa ação ao longo tempo será feita em função dessas ações que vamos fazer ao longo dos primeiros cinco anos de gestão da EGTI», explica.