Edifícios de escritórios «terão a capacidade de se repararem a si próprios»

Ana Tavares |
Edifícios de escritórios «terão a capacidade de se repararem a si próprios»

 

Para este responsável, «hoje é incrivelmente fácil estar ligado à internet, com a diminuição de tamanho dos microchips e a redução do custo destes dispositivos. Dentro dos escritórios, esta ampla rede, chamada de Internet of Things (IoT), vai permitir que os funcionários trabalhem em condições adaptadas às suas necessidades individuais, com a personalização da iluminação, temperatura e até qualidade do ar».

E arrisca que «nos próximos três anos, os sistemas que sustentam estes elementos estarão totalmente autonomizados. O futuro “espera” espaços tão inteligentes que serão autónomos o suficiente para se administrarem: os prédios vão solicitar a sua própria manutenção e vão supervisionar a sua “saúde”, o que será possível pela incorporação de sensores IoT nas paredes de novas construções».

Por outro lado, com o avanço da inteligência artificial, «em breve já não serão necessários agentes de apoio para ajudar clientes a resolver problemas. Os call center tradicionais deixarão de existir, porque serão substituídos por dispositivos capazes de responder de forma eficiente e rápida a todas as dúvidas e questões». A Regus considera que «a próxima onda de automação será a aplicação de IA em todos os dados da indústria. Estes novos modelos serão capazes de antecipar e prever as ações necessárias e melhorar substancialmente um negócio, em comparação com diretores, gerentes e profissionais de marketing que apresentam mais fragilidades».

Outra das tendências passa pelo Blockchain, que será «um dos principais revolucionários na forma de trabalhar das mais variadas indústrias», a começar pelos bancos. O sistema vai permitir que compradores e vendedores interajam sem necessidade de intermediários, o que resultará em mudanças significativas no setor imobiliário, prevê a Regus: Andre Sharpe cita um estudo da Deloitte, «que afirma que o Blockchain poderá ser usado no arrendamento de imóveis comerciais: um sistema pode criar uma base de dados pública de propriedades para aluguer, verificar as identidades dos compradores e dos vendedores e prestar, inclusive, apoio na criação de contratos inteligentes e rastreáveis».