Descida da ocupação não afeta RevPar da hotelaria

Ana Tavares |
Descida da ocupação não afeta RevPar da hotelaria

 

O AHP Tourism Monitors mostra que o 1º quadrimestre de 2018 registou um crescimento expressivo de 10% do ARR para os 78 euros (101 em Lisboa), e de 9% do RevPar para os 46 euros, apesar de a taxa de ocupação ter caído 0,7% para os 59%.

Madeira (76%), Lisboa (73%) e Porto (64%) registaram as taxas de ocupação mais elevadas do período. Destaque para as subidas de 5,7% de Visei, de 4,5% das Beiras e de 3,7% do Alentejo. Beiras, Viseu e Lisboa registaram os maiores crescimentos do RevPar, de 31%, 23% e 12%, respetivamente.

Segundo a análise da AHP, as dormidas do mercado interno representaram 30% do total nestes primeiros 4 meses do ano. 43% dos hóspedes foram nacionais e 57% estrangeiros, com destaque para os 13% representados pela Alemanha, 10% pelo Reino Unido e 6% pela França.

Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal, afirma que «os resultados do primeiro quadrimestre de 2018 não são uma surpresa, até porque já vínhamos a registar um abrandamento mensal na taxa de ocupação desde o início do ano. De assinalar todavia que abril foi o único mês com variação negativa neste indicador, imputável ao efeito Páscoa e também, crê-se, às condições climatéricas adversas».

Esta responsável destaca que «o decréscimo na taxa de ocupação não teve efeitos no RevPAR, que acabou por crescer fruto do ARR. Apesar dos resultados não serem uma surpresa, há dois destinos para os quais olhamos com alguma preocupação: Açores e Leiria/Fátima/Templários, cuja TO está em queda desde o início do ano. Em contrapartida, é interessante também registar o peso das dormidas nacionais nos destinos Norte, Centro e Alentejo, e o crescimento no Algarve, neste período, testemunho da importância que o mercado interno tem na época baixa nestes destinos».