Cidades europeias de média dimensão atraem cada vez mais investimento

Susana Correia |
Cidades europeias de média dimensão atraem cada vez mais investimento

O Velho Continente domina o Top 30 do Investment Intensity Index, com 12 cidades neste ranking da JLL, cujos primeiros quatro lugares são precisamente ocupados por cidades europeias: Oslo (1º), seguido de Londres (2º), Munique (3º) e Edimburgo (4º). Outras Novas Cidades Mundiais da Europa eleitas pelos investidores incluem Frankfurt (6), Dublin (7), Genebra (17), Amsterdão (19) e Berlim (24).

Da mesma forma, as cidades europeias também dominam o ranking dos mercados que atraem a maior fatia de investimento estrangeiro face à sua dimensão económica, ocupando dez das 12 posições cimeiras do índice. Nesse caso, Londres (1) mantém a sua posição como o mercado internacional mais ativo, seguida de Edimburgo (2), Frankfurt (3), Munique (4), Dublin (5), Amsterdão (6), Paris (8), Praga (9), Varsóvia (11) e Berlim (12).

Uma das conclusões extraídas pela JLL neste estudo é que “as cidades europeias são vistas como um porto seguro para a alocação de capital e continuam a atrair a procura dos investidores, pois exibem elevados níveis de transparência e de sustentabilidade ao mesmo tempo que apresentam fortes índices em termos de tecnologia, infraestruturas e qualidade de vida”.

O imobiliário continua a atrair um volume significativo de capital e as Novas Cidades Mundiais europeias – mercados de média dimensão que se especializam em atividades altamente tecnológicas e de elevado valor, como Berlim ou Estocolmo – estão no topo da lista dos investidores globais”, comenta Jeremy Kelly, Diretor de Global Research da JLL. “A atratividade destes mercados mais pequenos com economias transparentes é evidente, com o peso das Novas Cidades Mundiais no volume de investimento global a aumentar dos 12%, em 2006, para os 23%, em 2016, superando a percentagem de investimento global direcionado para os mercados do “Big 6”, nomeadamente Nova Iorque, Londres, Paris, Tóquio, Hong Kong e Singapura”.

No Top30 global, é evidente o predomínio da Europa e da América do Norte. Neste ranking figuram também quatro cidades da Ásia-Pacífico, embora este equilíbrio esteja a mudar, à medida que os investidores se interessam progressivamente pelas dinâmicas cidades desta região.