Baía do Tejo mostra Lisbon South Bay em Liverpool

Ana Tavares |
Baía do Tejo mostra Lisbon South Bay em Liverpool

A comitiva do Lisbon South Bay reuniu-se com os líderes políticos locais e com as empresas envolvidas nestes projetos de regeneração urbana, considerados referência internacional neste tipo de requalificação territorial. Esta visita foi uma oportunidade para dar a conhecer estes projetos e os esforços de promoção envolvidos.

Segundo a Sociedade Baía do Tejo, o encontro permitiu também várias reuniões diretas entre o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, responsáveis dos municípios de Almada e do Seixal e todo o Conselho de Administração da Baía do Tejo, liderado por Jacinto Pereira, com o mayor de Liverpool, Joe Anderson, e o líder do Conselho Municipal de Wirral, Cllr Phil Davies.

Sérgio Saraiva, do Conselho de Administração da Baía do Tejo considera que «vemos muitas semelhanças entre o que Liverpool está a fazer e aquilo que preconizamos para os nossos ativos situados nos antigos complexos industriais dos municípios de Almada , Barreiro e Seixal. Territórios para os quais têm de se continuar e intensificar os projetos de requalificação e regeneração urbana».

E continua que «todo o trabalho feito na frente ribeirinha de Liverpool é um modelo inspirador e a nossa visão é transformar a Área Metropolitana de Lisboa numa grande metrópole, com duas margens, aberta para o Atlântico. Estamos ansiosos para continuar a trabalhar com Liverpool e outras cidades com frente ribeirinha, como é o nosso caso, tendo como foco e objetivo o desenvolvimento dos territórios e dos municípios que integram o projeto Lisbon South Bay».

Já para Joe Anderson, «foi fantástico receber esta comitiva do Lisbon South Bay, particularmente porque escolheram o Liverpool devido ao sucesso da cidade no desenvolvimento da sua zona ribeirinha». Explica que «este é um resultado direto do Fórum Waterfront que organizámos no ano passado, criado para incentivar e melhorar a colaboração e a partilha de conhecimentos entre cidades costeiras e, neste momento, Lisboa e Liverpool enfrentam desafios semelhantes».

Stephen Cowperthwaite, diretor sénior do GVA Liverpool, comenta que «nós vimos em primeira mão que o investimento em empreendimentos nas frentes ribeirinhas pode trazer benefícios económicos e desenvolvimento efetivo para as cidades e para as regiões envolventes. É o que se tem verificado em Liverpool nos últimos anos. Ainda há muito mais por fazer e é emocionante estar envolvido com novos projetos que vão continuar a moldar ambos os lados do rio Mersey, mudando a face da região da cidade de Liverpool».

Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, destaca que «esta visita permitiu verificar como é possível, numa região com duas margens, encontrar soluções que permitem resolver questões pendentes, que subsistem nos outrora grandes complexos industriais do século XX, e potenciar o desenvolvimento de todos os territórios envolvidos em prol e em benefício das suas populações».

«Foi relevante apercebermo-nos de uma forma geral do processo de gestão das áreas que estão a ser intervencionadas e do envolvimento dos diversos atores da cidade, onde sem complexos se inclui fortemente a iniciativa privada, sintonizada com a monitorização e gestão pública das intervenções», salientou Carlos Dias, diretor do Departamento de Administração Urbanística da CM de Almada. Carla Russo, coordenadora do Gabinete de Desenvolvimento Económico e Turismo da CM do Seixal também considera que estes projetos são bons exemplos para a região de Lisboa: «constituem um exemplo de um longo processo de regeneração urbana, com uma clara assunção de uma "cidade de duas-margens", ainda em crescimento. Em parceria, com investimento e know-how de entidades públicas e privadas, foi possível descontaminar, requalificar e revitalizar estes brownfields».

E completa que «os municípios do Seixal, Almada e Barreiro, apresentam, no projeto Lisbon South Bay uma condição geoestratégica muito idêntica, de ligação à cidade de Lisboa.  Aprendendo com as boas práticas já implementadas, também conseguiremos transformar a nossa área de intervenção num território mais qualificado»