Avenida da Liberdade recebe mais de 4.000 pedestres por hora

Ana Tavares |
Avenida da Liberdade recebe mais de 4.000 pedestres por hora

 

Os números foram divulgados num estudo da Controlplan feito para a Avenue, que mostra que a artéria lisboeta tem mais tráfego pedonal que a Rua de Santa Catarina, no Porto, ou a Rua Augusta, em Lisboa. A Avenida dos Aliados, por exemplo, regista uma média diária de 28.681 visitantes.

A metodologia deste estudo tem em conta pontos de contagem distribuídos pela totalidade das ruas em ambos os lados, o que permite contabilizar o fluxo pedonal de forma mais precisa. José Machado, responsável da Controlplan, explica que «os dados que agora apresentamos resultam de um trabalho de campo em tempo real, que efetuou a contagem do fluxo pedonal da Avenida da Liberdade e da Avenida dos Aliados. Durante sete dias, entre as 10h00 e as 19h00, uma equipa de auditores, devidamente formada para as exigências da recolha, esteve presente no terreno distribuída por 18 pontos de contagem, no caso da Avenida da Liberdade, e 8 pontos, na Avenida dos Aliados. Os dados que apresentamos resultam exclusivamente do trabalho e análise estatística realizada posteriormente».

Aniceto Viegas, diretor geral da Avenue, nota que «quem visita as principais Avenidas de Lisboa e Porto verifica que o tráfego é constante. Os centros das cidades estão renovados e oferecem uma multiplicidade de atrações não só para os turistas, mas para o público local também». E destaca o potencial da Avenida dos Aliados, «uma vez que se trata de uma avenida ainda em consolidação comercial. Mas não nos devemos focar apenas na quantidade de visitantes. O ticket médio de venda destas artérias, maioritariamente procuradas por marcas luxury e premium, reflete o potencial comercial das mesmas».

Por outro lado, acredita que «este estudo permite perceber que existem artérias que são e vão continuar a ser fonte de atração de turistas e habitantes locais, que valorizam a cidade, o encanto das ruas históricas e que valorizam a experiência do comércio de rua, procurando uma oferta que existe exclusivamente nestes pontos».