Ano turístico do Algarve vai “crescer a bom ritmo”

Ana Tavares |
Ano turístico do Algarve vai “crescer a bom ritmo”

Segundo este organismo, em 2017 é de esperar um crescimento de 3,1% nas taxas de ocupação e de 6,1% no volume de negócios, consequência direta do aumento médio dos preços em 3%. As empresas deverão atingir pela primeira vez desde o ano 2000 taxas de ocupação/ano próximas dos 65%.

No ano passado, o Algarve recebeu 3,9 milhões de turistas nos alojamentos oficiais. A taxa de ocupação média anual situou-se nos 64,4%, mais 7% que no ano anterior, e o volume de negócios cresceu 13,2%, o que permite uma recuperação dos preços praticados, «muito estagnados desde a crise internacional de 2008».

Destaque para o mercado britânico, o maior emissor de turistas para o Algarve, que registou um aumento de 14,7%. O crescimento deste e dos restantes mercados externos foram os principais impulsionadores deste crescimento, até porque os mercados nacional e espanhol registaram descidas de 9,5% e 10,4%, respetivamente.

Os hotéis de 4 estrelas e os aldeamentos e apartamentos turísticos de 4 e 5 estrelas registaram os melhores desempenhos do ano, ao passo que os hotéis de 5 estrelas mantiveram as suas taxas de ocupação, melhorando as receitas e os resultados líquidos operacionais.

O RevPar do destino melhorou 17,7% para 46,2 euros por dia, e as receitas diretas resultantes da faturação com o alojamento subiram para os 670 milhões de euros em toda a região.

Nota positiva também para os campos de golfe, cujo número de voltas aumentou 10,4% para um total de 1.293.

O Algarve continua a beneficiar do clima de instabilidade que se vive em vários concorrentes diretos, como a Turquia ou outros destinos da bacia do mediterrâneo e Magreb. A descida do IVA sobre a alimentação e bebidas também jogo a favor das contas das empresas. Como pontos menos positivos, a AHETA salienta «o aumento das taxas aeroportuárias, a subida do petróleo e jet fuel em cerca de 70%, o aluguer ilegal de alojamentos turísticos dentro e fora dos empreendimentos classificados oficialmente e as incapacidades das autoridades competentes (ASAE e AT) para lidar com esta realidade», pode ler-se na mesma nota de imprensa.