Alta de Lisboa coloca no mercado 150 milhões de euros em terrenos

Susana Correia |
Alta de Lisboa coloca no mercado 150 milhões de euros em terrenos

E, prosseguindo a estratégia iniciada no ano passado, ao longo deste ano a empresa quer colocar no mercado cerca de 150 milhões de euros em terrenos, revelou Miguel, diretor de marketing à VI.

Para o efeito, a sociedade está de volta ao MIPIM, em Cannes, para apresentar junto de investidores de todo o mundo «um conjunto de terrenos que temos no nosso portfólio e para os quais está previsto o desenvolvimento de projetos de usos mistos e residenciais, mais voltados para a classe media; e que pretendemos colocar no mercado este ano», contou o responsável. No seu conjunto, estes «pressupõem um investimento de 150 milhões de euros, ao qual acrescerão custos de construção».

Depois de várias décadas em que fez «promoção de A a Z, ou seja, urbanizávamos, promovíamos, vendíamos e geríamos», nesta nova fase a SGAL decidiu focar-se no seu papel de masterplanner e de prestador de serviços. «Agora, a estratégia passa por trazer outros promotores para o nosso território, vendendo-lhes os terrenos e apoiando-os no desenvolvimento dos projetos, como compete a um masterplanner. E, sempre que assim o queiram, podemos também vender-lhes o nosso know-how nas áreas de project management e pós-venda pois, somos também prestadores de serviços», explica o diretor de Marketing da SGAL.

De acordo com Miguel Lobo, hoje a SGAL tem em carteira «mais de 300 milhões de euros em terrenos, que queremos colocar no mercado de forma criteriosa e segmentada. Não faz sentido colocar tudo de uma só vez, pois o mercado português está dinâmico mas tem uma dimensão limitada e cabe-nos a nós, como urbanizadores, ter esse cuidado para criar condições para que os promotores que invistam na Alta de Lisboa tenham garantia do seu investimento».

Iniciada internacionalmente no ano passado, já se está a revelar uma estratégia «com algum sucesso, pois já conseguimos comercializar quatro lotes de terreno no valor de 20,3 milhões de euros e para os quais está previsto um projeto residencial que esperamos poder ver arrancar em breve».

 

Uma nova zona de expansão para escritórios

O diretor de marketing da SGAL atesta que «nesta fase, a procura pelo nosso território ainda está muito centrada no produto residencial. Não, porque não haja vontade dos promotores em apostar noutros produtos, como é o caso dos escritórios, mas porque é o segmento que devolve maiores retornos e pelo qual o mercado está neste momento ávido».

Contudo, um dos objetivos da SGAL é posicionar o território da Alta de Lisboa como uma zona preferencial para a instalação de empresas dentro do eixo central da cidade. «Estamos a trabalhar ativamente para trazer a Alta de Lisboa para o radar do mercado de escritórios; e esperamos ter algumas novidades neste sentido em breve», promete.