Facility Management

O futuro dos workplaces e o papel transformador do Facility Management

Tradicionalmente, o FM era associado à gestão, serviços de apoio e manutenção de edifícios. Hoje a sua influência vai muito além. O FM é um parceiro estratégico capaz de alinhar os objetivos organizacionais às necessidades dos utilizadores e passou a estar no centro da discussão sobre o futuro dos workplaces.

A relação entre espaço e cultura corporativa nunca foi tão evidente. Locais de trabalho que promovem a colaboração, a inovação e o bem-estar são prioridade. Aqui, o papel do FM é desenhar e gerir espaços de trabalho, mas também reforçar os valores organizacionais. Exemplo disso, são os escritórios abertos e flexíveis, que encorajam a interação e o trabalho em equipa, ou as zonas de bem-estar para apoiar a saúde física e mental dos colaboradores. Porém, é necessário um equilíbrio: um espaço demasiado focado na colaboração pode sacrificar a concentração, uma ênfase exclusiva no trabalho individual pode comprometer a interação e inovação. O FM é relevante neste equilíbrio, recolhendo feedback contínuo para ajustar os espaços às necessidades dos utilizadores.

Outro fator transformador é a integração de tecnologia e sustentabilidade. A digitalização permitiu a criação de smart buildings, onde sensores, IA e IoT recolhem dados da utilização dos espaços que podem ser usados na tomada de decisões mais informadas e eficientes.

Colaboradores, clientes e investidores esperam que as organizações adotem práticas sustentáveis e responsáveis como a redução de emissões de CO2, a utilização de materiais ecológicos e a adoção da mobilidade sustentável. O FM é responsável por operacionalizar estas metas, transformando os edifícios em modelos de eficiência.

Outro desafio é a atração e retenção de talento. O conceito de “employee experience” transcende a função puramente laboral. Hoje, espera-se que o espaço de trabalho seja inspirador, confortável. Isto inclui desde a gestão de serviços (limpeza, climatização, segurança..) até à oferta de comodidades (creches, academias..). Porém, mais do que serviços, o FM foca-se em tornar o ambiente funcional, acolhedor e motivador.

E o trabalho híbrido que exige espaços em que nem todos os colaboradores estão presentes fisicamente? A resposta é: flexibilidade, Desk sharing, salas polivalentes e a utilização de plataformas digitais para agendamento de espaços.

Além disso, o FM deve integrar os mundos físico e digital, garantindo que os colaboradores remotos e presenciais tenham experiências consistentes através do suporte tecnológico, espaços para videoconferências e o investimento em ferramentas que permitam uma colaboração eficiente, independentemente da localização.

Porque o workplace deixou de ser um local físico, o FM deixou de ser um departamento operacional. Tornou-se estratégico na definição do futuro dos locais de trabalho através da gestão desta complexidade num mundo onde a adaptabilidade é a nova regra. A colaboração entre líderes organizacionais, arquitetos, técnicos e gestores é determinante. O Workplace é uma ferramenta estratégica para promover a produtividade, a inovação e o bem-estar. O seu sucesso depende da capacidade de criar espaços flexíveis, sustentáveis e centrados nas pessoas e o FM está ao centro desta transformação. Com a sua visão holística, molda o futuro dos locais de trabalho para refletir as aspirações de uma sociedade em constante mudança.