Porto aprova o alargamento da ARU da Corujeira

Fernanda Cerqueira |
Porto aprova o alargamento da ARU da Corujeira

A autarquia portuense mantém-se fiel à promoção da reabilitação urbana, numa estratégia que pretende estender a dinâmica do centro da cidade a outras zonas, nomeadamente à zona do Porto Oriental. Em sessão extraordinária, no dia 13 de maio, foi aprovada a nova delimitação para a ARU da Corujeira. 

O alargamento da ARU, para um total de 262 hectares, manter-se-á coerente com «os critérios, os objetivos e as estratégias a prosseguir», estabelecidos inicialmente, aquando da aprovação inicial daquela ARU, em fevereiro de 2018, referiu o Vereador do Urbanismo da CMP, Pedro Baganha, citado pela página da internet Porto.pt.

Segundo descreve a mesma fonte, a Norte, a delimitação territorial da ARU da Corujeira passará a ser feita pelo eixo formado pelas ruas de Santo António de Contumil/da Presa de Contumil/de Amorim de Carvalho, pelas construções envolventes às ruas de Baixo de Souto e de Avelino Ribeiro, pelo traçado ferroviário da linha do Minho, pela Rua da Ranha e pela Estrada da Circunvalação. A Nascente, os limites estabelecem-se na Estrada da Circunvalação (desde o Centro Comercial Parque Nascente até ao cruzamento com a Rua da Igreja de Campanhã) e nas construções envolventes às ruas de Azevedo, do Lagarteiro, de Tirares e do Pêgo Negro e que estruturam os núcleos históricos do Pêgo Negro e Parque Oriental. Já a Sul Poente, a Via de Cintura Interna, as construções envolventes às ruas de Contumil e de Antero de Araújo e a Travessa da Fonte de Contumil (pela Autoestrada A43) delimitam territorialmente da ARU da Corujeira.

Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, realçou o impacto da delimitação desta área na prossecução do Masterplan Estratégico do Porto Oriental, que envolve não só a requalificação do Matadouro, mas também a construção do Terminal Intermodal, acrescentando que «mais tarde, quiçá, teremos de ir para Contumil». Um plano a longo prazo «que não se vai concluir neste nem no próximo mandato, daí a importância de ser consensualizado entre todas as forças políticas».

 

 

Fotografia: Viva Porto