O estudo Investment in Portugal Q2 2026 Snapshot, da Colliers, aponta que o investimento imobiliário em Portugal foi dominado no primeiro semestre de 2026 pelo capital internacional. Enquanto o capital internacional representa 55% do investimento, os Fundos de Investimento concentram 78%.
“O domínio dos fundos é particularmente expressivo quando comparado com os restantes perfis de investidores”, revela a empresa. Enquanto os operadores representaram 13% do volume transacionado, os promotores representam 5% e os investidores privados 4%.
No total, o mercado português registou cerca de 1.400 mil milhões de euros de investimento imobiliário no primeiro semestre de 2026, valor que se verifica semelhante ao período homólogo.
O capital internacional representa 55% do investimento imobiliário no primeiro semestre no país, face aos 45% de capital nacional, "sendo surpreendente o grande crescimento de investimento nacional dominado por Family Offices locais que mostraram grande capacidade de investimento”.
Os fundos foram responsáveis por 78% do volume transacionado, seguidos pelos operadores, com 13%, e pelos promotores, com 5%. Pedro Valente diretor geral da Colliers em Portugal, afirmou: “A predominância do capital estrangeiro confirma a atratividade do mercado imobiliário português junto dos investidores internacionais. No primeiro semestre, mais de metade do capital investido teve origem internacional, reforçando o peso deste segmento no mercado português. Mas é muito importante verificar que surge uma grande capacidade também dos investidores locais que aproveitam o momento e a ausência de alguns dos fundos tradicionalmente compradores em Portugal para adquirirem ativos que outrora não conseguiam alcançar”.
O perfil dos investidores apresenta também uma elevada concentração do investimento em estruturas institucionais: com 78% do volume transacionado, os fundos assumem uma posição dominante entre os diferentes tipos de compradores.
A combinação entre capital internacional e investimento institucional surge num contexto de maior seletividade dos investidores, “que continuam a privilegiar ativos com fundamentos operacionais sólidos e perspetivas de rendimento estáveis”.
A estabilização das condições de financiamento e a estabilidade dos prime yields como fatores de suporte à atividade de investimento é também apontada pelo estudo da Colliers.