Costa Vicentina revela-se como destino premium para investimento imobiliário

Costa Vicentina revela-se como destino premium para investimento imobiliário
Cedida por Coldwell Banker

Estas são as conclusões de um inquérito da Coldwell Banker sobre o mercado imobiliário da Costa Vicentina, realizado na primeira metade deste ano, que procurou analisar várias dimensões da dinâmica do mercado imobiliário desta zona costeira. Os resultados mostram uma procura consistente, sobretudo por parte de compradores estrangeiros, e uma oferta insuficiente.

Cerca de 86% dos consultores considera que a procura por imóveis na Costa Vicentina se manteve estável ao longo do último ano e 70% têm a expectativa de que não haja flutuações significativas nos próximos 12 meses. No entanto, a opinião da maioria dos profissionais é a mesma: a procura é superior à oferta de imóveis disponíveis no mercado local.

Procura na região liderada por estrangeiros

Mais de metade dos consultores considera que os estrangeiros representam mais de 75% dos compradores de imóveis na região; os restantes afirmam que estes são responsáveis por, pelo menos, 50% das comercializações.

Os alemães lideram a lista de nacionalidades identificadas seguidos dos holandeses, ingleses, americanos e portugueses. Os franceses e os italianos também entram neste quadro, embora com menor expressão.

Principal razão de compra é aquisição de residência secundária

As razões que levam os compradores de imóveis premium a adquirir uma casa na Costa Vicentina, são a aquisição de uma residência secundária ou casa de férias. Seguem-se a mudança de residência permanente, o trabalho remoto (nómadas digitais) e o investimento.

Já a razão pela qual é escolhida a localização deve-se à paisagem e à preservação da natureza. A menor massificação e menor construção, a exclusividade, a menor densidade turística e a autenticidade são também princípios que atraem os compradores.

No que diz respeito à tipologia mais procurada, o segmento das residências unifamiliares continua a liderar. As moradias T3 e T4 são os imóveis mais procurados, para além das casas com piscina. Os consultores estimam, também, que o preço médio dos imóveis comercializados na região se situe entre os 450 mil euros e os 600 mil euros.

Escassez de oferta e restrições de licenciamento condicionam o mercado

Quando questionados sobre os principais fatores que influenciam o mercado premium, os consultores reconhecem três razões: a escassez de imóveis disponíveis para venda, as limitações de licenciamento e construção e as infraestruturas locais (serviços e acessos).

Os inquiridos apontam fatores semelhantes que podem levar os compradores a escolher outras zonas do Algarve. A falta de serviços e infraestruturas, a acessibilidade, a oferta de imóveis e a menor oferta de lazer e vida social podem limitar a competitividade da Costa Vicentina no contexto regional.

Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal, afirmou: “Os resultados deste inquérito reforçam a convicção que motivou a nossa entrada em Aljezur: a Costa Vicentina é, cada vez mais, um mercado proeminente no contexto do imobiliário algarvio. Para isso contribui uma dinâmica singular, alimentada por compradores que valorizam a autenticidade, a paisagem e a baixa densidade de construção e de exploração turística. A diferenciação da Costa Vicentina em relação aos modelos de desenvolvimento de outras zonas mais consolidadas do Algarve é, portanto, um argumento comercial determinante. O desafio da região será equilibrar a procura e a preservação do seu património natural, apostando mais na reabilitação, na qualificação e num desenvolvimento compatível com a identidade local”.