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Sonae compra mais 10% do capital da Sierra à Grosvenor

Ana Tavares |
Sonae compra mais 10% do capital da Sierra à Grosvenor
Parma Shopping District

A Sonae SGPS segue o seu reforço de posição na Sonae Sierra com uma nova aquisição de 10% do capital social da empresa à Grosvenor, por 83,5 milhões de euros, passando a deter 90% da área imobiliária do grupo.

Segundo refere a Sonae no relatório das contas do grupo enviado à CMVM, este valor «representa um desconto implícito de cerca de 10% sobre o NAV [valor líquido dos ativos] da Sierra no final de 2021, na sequência do exercício pela Grosvenor do direito de ‘put option’».

Refere ainda que «o principal impacto desta operação nas demonstrações financeiras consolidadas do grupo será a transferência de Reservas de ‘Interesses Sem Controlo’ para ‘Capital Próprio do Grupo’, uma vez que a Sonae já detém uma participação de controlo na Sierra».

De recordar que esta transação acontece cerca de um ano depois de a Sonae ter reforçado a sua posição na Sierra para 80%, através da compra de outros 10% do capital à Grosvenor, por 82,2 milhões de euros.

O Negócios recorda que a parceria de 50%/50% com a Grosvenor durou entre 2005 e julho de 2018, quando a Sonae passou a deter 70% da Sierra, por 255 milhões de euros. Nos últimos 4 anos, a Sonae pagou 421 milhões de euros pelo reforço de 50% para 90% da sua participação na Sierra.


Sierra consegue resultado líquido de 15 milhões em 2021

No ano passado, a Sierra registou um resultado líquido positivo de 15 milhões de euros, depois de perdas de 42 milhões em 2020, com um contributo de 9 milhões só no último trimestre do ano. O resultado direto foi de 30,4 milhões, e o indireto de -15,3 milhões de euros.

O NAV da Sierra fixou-se nos 925 milhões de euros, mais 2,6% que no final de 2020, «devido ao resultado líquido e ao impacto cambial positivo», pode ler-se na demonstração de resultados.

No que toca ao perfil de alavancagem, o loan-to-value (bruto) da Sierra desceu 1,6% face a 2020, para 48,5%, «em linha com as metas financeiras definidas».

No final do ano, registava uma taxa de ocupação de 96,2% a nível global, e de 98,7% em Portugal.

Já em janeiro deste ano, a Sierra foi a primeira empresa imobiliária em Portugal a emitir obrigações com critérios de sustentabilidade. «Há mais de duas décadas que a Sierra integra a sustentabilidade na sua estratégia corporativa, mantendo-a como pilar central de posicionamento em todas as suas áreas de negócio» e «há 13 anos consecutivos que é reconhecida pela GRESB Real Estate Assessment enquanto Green Star», recorda a empresa.