John Rabie já tem carteira de €200M em Portugal: “Estamos para ficar”

Ana Tavares |
John Rabie já tem carteira de €200M em Portugal: “Estamos para ficar”

«Estamos em Portugal para ficar», afirmou ontem John Rabie aos jornalistas à margem da apresentação oficial do novo empreendimento LX Living, um condomínio residencial com 151 apartamentos na zona das Amoreiras que vai implicar um investimento de 90 milhões de euros.

O primeiro lançamento do projeto decorreu em Joanesburgo, o que motivou desde logo várias reservas. A expetativa é que todas as unidades fiquem vendidas ainda esta semana, depois do lançamento oficial em Lisboa.

Os principais interessados, segundo os responsáveis, serão investidores profissionais presentes no mercado português em representação de grupos de investimento, estrangeiros e portugueses. Os preços vão dos 350.000 euros no caso de um T0 com 43 m² aos 1,3 milhões de euros no caso de uma penthouse com 205 m². O potencial de valorização e de recolocação no mercado destes ativos é um dos grandes atrativos para os investidores, de acordo com os responsáveis.

 

Visão a 10 anos para Lisboa

«Temos uma visão a 10 anos para Lisboa. Já comprámos 5 ativos na capital, num investimento bruto de cerca de 200 milhões de euros. Nos próximos meses vamos anunciar novos projetos, e vamos entregar estes 500 apartamentos no decorrer dos próximos 4 anos», explica Neewman Leech, presidente da GMG Real Estate. 

Além deste projeto, a parceria tem outros 4 projetos, em zonas como Marvila, Expo e no centro de Lisboa. «Interessa-nos projetos em zonas em crescimento». A maior parte dos desenvolvimentos deverão tratar-se de construção nova, mas a reabilitação urbana também está em cima da mesa, como é o caso de um dos projetos que o grupo tem no centro de Lisboa.

«Estamos a olhar para o país inteiro e estamos atentos a oportunidades em várias zonas. Estamos para ficar e acreditamos que podemos produzir um produto com uma boa relação qualidade-preço, com boas áreas». O Algarve será uma hipótese, admitem.

Escritórios também estão na mira numa fase seguinte, nomeadamente em Lisboa, onde «há muita falta de produto».