Bruxelas estima que os preços da habitação em Portugal estejam sobrevalorizados em 25%, a percentagem mais elevada na União Europeia. Por esta razão, e em declarações à Lusa, citada pelo Observador, o comissário afirmou que uma parte da visita terá como tema a habitação. Em declarações à agência Lusa, citadas pelo Observador, o responsável explicou que se irá reunir com presidentes de câmara, ministros e outros intervenientes relevantes para discutir o plano europeu de apoio ao acesso à habitação.
Um dos focos da visita será o impacto dos arrendamentos de curta duração. Segundo Jørgensen, a Comissão Europeia está a trabalhar numa proposta para dar às autoridades locais “melhores instrumentos” para responder aos desafios colocados pelo alojamento local em zonas de forte pressão habitacional. A iniciativa deverá ser apresentada ainda este ano.
Entre as medidas em preparação está uma “lista branca” de soluções que poderão ser adotadas em áreas sob pressão, incluindo critérios legais para definir essas zonas e permitir a aplicação de restrições específicas.
Dan Jørgensen assinalou a “necessidade real de fazer mais para facilitar o acesso a habitação a preços acessíveis na Europa”.
Em dezembro de 2025, a Comissão Europeia apresentou o primeiro plano europeu para a habitação acessível. A estratégia inclui incentivos à construção e reabilitação de imóveis devolutos, simplificação de licenças de construção, revisão das regras de auxílios estatais e reforço do financiamento europeu.
O plano prevê ainda medidas de combate à especulação imobiliária, maior transparência no setor, uma nova lei sobre o alojamento local e a criação de uma plataforma pan-europeia de investimento público e privado, com um objetivo de canaliziar cerca de 10 mil milhões de euros por ano.
A futura legislação deverá permitir que Estados-membros e autoridades locais imponham limites ao alojamento local, que pressiona os preços habitacionais.