Worx antecipa ano recorde para os escritórios

Ana Tavares |
Worx antecipa ano recorde para os escritórios

 

De acordo com esta análise, a boa performance do Parque das Nações ou da Zona 7 compensaram as quebras registadas na Zona Histórica ou no Corredor Oeste. O Parque das Nações foi, aliás, a zona que registou o maior crescimento homólogo face ao primeiro semestre do ano passado, num total de 12.577 m² tomados, que comparam com os 2.309 m² registados em 2017, nos quais se incluem os 8.000 m² ocupados pela Teleperformance.

No período analisado, foram registadas 108 operações no mercado de escritórios de Lisboa, menos 16% que no mesmo período do ano anterior. De notar que a taxa de disponibilidade continua em quebra, motivada pela crescente procura e escassez de oferta, tendo fechado nos 8,10% no semestre em causa.   

Pedro Salema Garção, Head of Agency da Worx, comenta que «continua a haver falta de oferta nova e quando surge está maioritariamente assente em projetos de pré-arrendamento», nota.

O departamento de Research e Consulting da Worx acredita que, depois de o mercado residencial ter tido preferência sobre os investimentos em escritórios nos últimos anos, o imobiliário estará num ponto de viragem e de diversificação do investimento, com a promoção de novos escritórios a reanimar. Entre 2020 e 2021, a consultora prevê que entrem para o mercado 290.000 m², incluindo espaços para ocupação própria e desenvolvimento especulativo.

Pedro Salema Garção conclui que «o ano de 2019 representa uma oportunidade para conseguir escoar os escritórios usados existentes no mercado. Os proprietários devem investir nesses imóveis de modo a serem absorvidos pelo mercado até 2020, aproveitando a falta de oferta nova existente no mercado».