Falta de oferta limitou a ocupação de escritórios no arranque do ano

Ana Tavares |
Falta de oferta limitou a ocupação de escritórios no arranque do ano

 

No seu mais recente Office Flashpoint, a JLL explica que «as empresas continuam muito ativas na procura de escritórios, o problema reside em encontrar os espaços que correspondam aos seus requisitos», explica Mariana Rosa, diretora de Office / Logistics Agency & Transaction Management da JLL.

«Apesar dos anúncios de novos investimentos e do pipeline de nova promoção, o facto é que a área disponível tem vindo a reduzir. Nos últimos 7 anos, entraram em stock uma média de apenas 27.000 m2 por ano, ao mesmo tempo que a carteira de edifícios usados foi sendo reduzida, com a reconversão de muitos imóveis para outros usos e também por obsolescência. Temos hoje um stock de 4,16 milhões de m2, com uma taxa de disponibilidade historicamente baixa, nos 6,5%. Ou seja, o parque de escritórios é hoje claramente insuficiente para uma procura que tem crescido em volume e diversidade», completa Mariana Rosa.

A especialista nota ainda que «ao longo de 2018, esta necessidade premente de novo stock já foi evidente, apesar da boa performance do mercado, e janeiro mostra o consolidar dessa tendência, que deverá acentuar-se ainda mais, pois a procura continua bastante ativa e a oferta não vai acompanhar. Há mais multinacionais a quererem instalar-se em Lisboa e um aumento significativo na criação de novas empresas, além da dinâmica gerada na mudança de escritórios».

Do lado da oferta, «surgirão 77.800 m2 este ano, embora apenas 32.000 m2 não estão ainda contratados. Só a partir do próximo ano, começará a suavizar-se este desequilíbrio, tendo em conta os mais de 483.000 m2 previstos entrar em entre 2020 e 2023», conclui.