«MÁXIMA CONTENÇÃO, MÍNIMA PERTURBAÇÃO»

Susana Correia |
«MÁXIMA CONTENÇÃO, MÍNIMA PERTURBAÇÃO»

 Apelando à cooperação dos portugueses na continuação do isolamento e quarentena social, o governante declarou que o teletrabalho passa a ser a regra para todas as funções que o permitam, enquanto as deslocações para além do essencial (para o desempenho da atividade profissional, assistência a terceiros em situação de dependência e aquisição de bens de primeira necessidade) devem continuar restritas. Por agora não será declarado recolher obrigatório, e «as forças de segurança estarão a patrulhar o cumprimento das novas regras, ainda que com um papel essencialmente pedagógico nesta fase». Em aberto ficou a possibilidade de serem aplicadas medidas mais musculadas, nomeadamente a obrigatoriedade de recolhimento.

Com exceção dos serviços essenciais, com destaque para o comércio alimentar, farmácias, postos de combustível e quiosques, os serviços de atendimento direto ao público serão, na sua maioria, encerrados – centros comerciais incluídos.

«Temos de salvar as vidas assegurando que a vida continua. E, para salvar a saúde temos de ter uma economia sã. Por isso, estas medidas visam o máximo de contenção, com o mínimo de perturbação da vida comum», declarou o Primeiro-Ministro. Do ponto de vista financeiro, «o país não passou a ter de repente capacidades ilimitadas do ponto de vista, mas tem agora novas prioridades», por isso, reforçou António Costa, é preciso deixar continuar a economia a acontecer, para que seja possível «combater a doença sem criar ainda mais novos problemas que vão dificultar esse combate», nomeadamente financeiros.

Reiterando a máxima preocupação de «não acrescentarmos ainda mais a esta grave crise epidémica uma crise de saúde económica», o Primeiro-Ministro explicou que «ao tomar este primeiro pacote de medidas, o Estado teve como preocupação uma postura gradualista, proporcional e adequada» à situação atual.

Remetendo para esta sexta-feira, após nova reunião do Conselho de Ministros, mais pormenores sobre as novas medidas de apoio às famílias e às empresas a implementar, António Costa disse ainda que «agora é a vez de os bancos ajudarem todos aqueles que precisam de ser ajudados». Até porque, «é preciso que os bancos não se esqueçam que também já precisaram da ajuda de toda a comunidade nacional».