Retalho nunca atraiu tanto investimento em Portugal

Ana Tavares |
Retalho nunca atraiu tanto investimento em Portugal

 

Esta 2ª feira, a Mitiska REIM, através do seu fundo First Retail International 2, anunciou a sua entrada em Portugal, com a compra do Parque Mondego, em Coimbra, e do Focus Park Canidelo, em Gaia, à CBRE GI e à Temprano Capital Markets, respetivamente, operações que foram fechadas no final do mês passado.

No mesmo dia, o Sierra Fund anunciou a venda do AlbufeiraShopping e do Centro Comercial Continente de Portimão por 36 milhões de euros (no seu conjunto) ao CA Património Crescente, fundo gerido pela Square AM, uma operação que foi também encerrada no mês passado.

E, no arranque do ano, foram fechadas as compras do Dolce Vita Tejo, pela AXA IM, à Baupost e ao Eurofund, por 230 milhões de euros, e de 3 centros comerciais da Blackstone: o Sintra Retail Park, o Forum Sintra e o Forum Montijo (além da área de supermercado do Forum Montijo), agora nas mãos da francesa Immochan, por cerca de 400 milhões de euros.

E o investimento em retalho não se ficará por aqui, já que é conhecido que em breve deverá ser fechada a venda do Almada Forum, em fase de negociações avançada, outro centro comercial que o fundo americano quer alienar, ainda este ano, ao que tudo indica, à espanhola Merlin. O ativo está avaliado em cerca de 450 milhões de euros.

Por outro lado, o banco espanhol Abanca avançou com três pedidos de insolvência relativos a três centros comerciais Chamartín na Grande Lisboa, e outro em Ovar, nomeadamente da dona do Central Park, em Linda-a-Velha, do Dolce Vita Miraflores e da dona do Dolce Vita Ovar. São mais três empresas/centros comerciais que podem mudar de mãos em breve.

Também o Centro Comercial Nova Arcada, em Braga, foi colocado à venda pela CGD no final do ano passado, processo que será conduzido pela C&W. Trata-se de outro centro comercial cuja promoção foi iniciada pela extinta Chamartín, com financiamento do banco público português.

Numa conferência recente que a CBRE e o Expresso organizaram em torno das perspetivas para o imobiliário português em 2018, Nuno Nunes, Senior Director de Capital Markets, avançou que, este ano, o retalho vai representar a maior parte do volume investido em imobiliário comercial no nosso país. Nomeadamente, «há 8 a 10 centros comerciais a ser transacionados». E, por agora, pelo menos 4 operações já se fecharam este mês de janeiro.