Lisboa já soma 40 centros de co-working

Ana Tavares |
Lisboa já soma 40 centros de co-working

 

Estes 40 centros oferecem mais de 35.000 m² de área de escritórios partilhados, segundo o mais recente estudo “Co-working 2018”, da Cushman & Wakefield. Em termos de procura, estes espaços são ainda pouco representativos na totalidade do mercado, mas o crescimento é evidente: entre 2009 e 2016, a procura por este tipo de espaços representou em média1,5% do total, e em 2017 subiu para 2%.

Uma das empresas mais representativas do setor é a Regus, que está instalada em Lisboa há mais de 20 anos e tem 9 centros de escritórios com cerca de 11.000 m² no país. Também a Second Home é uma das mais recentes novidades da cidade, tendo escolhido Lisboa como a primeira cidade para exportar o seu conceito originário de Londres.

Marta Esteves Costa, Associate e diretora do departamento de Reserach da Cushman & Wakefield, «a tendência para os próximos anos é de afirmação deste conceito inovador, não apenas expectável por se tratar de um formato já instalado nos principais mercados europeus, mas também pela especificidade da cidade de Lisboa, que cada vez mais é vista como um destino para jovens empreendedores e start ups, um dos públicos alvo deste tipo de conceitos. Esta evolução vai ser visível não só em Lisboa, mas também no Porto, onde a escassez de espaços de escritórios é ainda mais relevante que na capital e onde a procura de escritórios é hoje em grande parte motivada por empresas do sector tecnológico», explica em comunicado.

 

Londres lidera o mercado com 21% de espaços flexíveis

O Reino Unido lidera o crescimento do mercado do co-working. Em 2017, os espaços de escritórios flexíveis ou em co-working representaram 21% da área total de escritórios arrendada em Londres, valor de apenas 8,5% no ano anterior. Esta área soma cerca de 1 milhão de metros quadrados, mais do dobro de Amesterdão, em segundo lugar no top europeu, com 400.000 m².

O Reino Unido totaliza 32% de todo o espaço de trabalho flexível do mundo atualmente, seguido pelos 27% dos EUA e dos 22% da região da EMEA (excluindo o Reino Unido).