FALTA DE ESPAÇOS ABRANDOU ESCRITÓRIOS NO 1º SEMESTRE

Ana Tavares |
FALTA DE ESPAÇOS ABRANDOU ESCRITÓRIOS NO 1º SEMESTRE

A conclusão é do mais recente Office Flashpoint, elaborado pela JLL, segundo o qual, depois de um ritmo de crescimento homólogo em torno dos 40% no 1º trimestre, a atividade fechou o semestre em linha com o ano anterior, numa variação de -1%.

Nesta primeira metade do ano, os “Consultores e Advogados” garantiram 20% da absorção dos espaços, e protagonizaram duas das operações mais relevantes do período, nomeadamente a mudança da Úria Menéndez Proença de Carvalho e da Abreu Advogados para as suas novas sedes em Lisboa. De seguida, “TMT’s & Utilities” foi o etor mais ativo, seguido dos “Serviços Financeiros”, com 19% e 17%, respetivamente. O Corredor Oeste foi a zona de Lisboa que mais área tomada concentrou, num total de 29%, seguido pelo Prime CBD, com 20%.

O total da área tomada diz respeito a 129 operações, com uma área média de 600m². E só em junho foram concluídas 21 operações, num total de 12.668m² colocados, mais 12% face a maio. A Zona Histórica e Ribeirinha concentrou 41% da área tomada.

De notar que no 1º semestre a maior parte dos espaços são tomados por motivos de “Mudança de Edifício” (62%), “Expansão de Instalações” (25%) e “Entrada de Novas Empresas na Região de Lisboa” (13%).

Mariana Rosa, diretora do departamento de Office Agency da JLL, explica que «do ponto de vista da procura as perspetivas continuam muito positivas, já que as empresas se mantêm muito ativas na procura de espaços, num cenário de conjuntura económica favorável. Quer isto dizer que é sobretudo no lado da oferta que residem as principais razões para esta desaceleração da atividade ocupacional, nomeadamente devido à escassez de espaço disponível pronto a ser ocupado com as caraterísticas procuradas».

Isto porque «as empresas pretendem espaços modernos, áreas de grande dimensão por piso e, de preferência, em locais próximos de boas redes de transportes, uma conjugação que é cada vez mais difícil de encontrar. E face ao limitado pipeline de promoção nova, a escassez de espaços de qualidade que já se faz sentir deverá acentuar-se ainda mais, pelo que é crucial o investimento em novos projetos», explica ainda esta responsável.

A JLL prevê que o stock de escritórios de Lisboa cresça apenas em 96.600m² ao longo de 2017 e 2018, correspondendo à entrada de oito novos edifícios no mercado. A maioria desta área já tem, contudo, ocupação garantida, mesmo apesar de perto de 70% da área ter surgido no mercado de forma especulativa.