C&W prevê novo investimento recorde superior a €3.000M

Ana Tavares |
C&W prevê novo investimento recorde superior a €3.000M

 

Esta previsão é feita depois de, em 2017, o mercado de investimento ter somado os 2.100 milhões de euros, correspondentes a mais de 60 operações, com o capital estrangeiro a dominar e a ser o principal impulsionador da atividade, representando 67% do total investido.

O setor dos escritórios captou a maior fatia do investimento imobiliário, num novo máximo histórico, recebendo 38% do capital investido, 770 milhões de euros, ao passo que o retalho captou 740 milhões.

A consultora acredita que este ano a forte atividade vai continuar a registar-se, com os primeiros meses do ano a confirmar isso mesmo: de janeiro a fevereiro, já foram investidos 800 milhões de euros, valor correspondente quase na totalidade a negócios de retalho, como a compra do portfólio de centros comerciais da Blackstone pela Immochan, ou a compra do Dolce Vita Tejo pela AXA Real Estate. Deverá ser este o setor que captará mais investimento no decorrer deste ano. Os portfolios de uso misto e hotéis registarão igualmente elevado interesse.

 

Dinâmica deverá manter-se em todos os setores

O ano deverá continuar a ser dinâmico em todos os setores do mercado. Nos escritórios, a consultora prespetiva «um novo arranque na atividade de promoção», com os projetos de escritórios previstos para os próximos 3 anos na Grande Lisboa a totalizar os 100.000 m².

Já o retalho, o setor da restauração deverá continuar a ser o mais ativo, representando 36% das novas aberturas no ano passado, seguido pela moda, que representou 24% das aberturas.

E, perante um excelente ano turístico, as expetativas estão em alta para a hotelaria em 2018. Até 2019, deverão abrir 115 novas unidades hoteleiras com mais de 9.500 novos quartos, especialmente em Lisboa e no Porto, onde vão abrir 60 novos hotéis, com as categorias de 4 e 5 estrelas a representar 71% dos projetos.

No mercado residencial, cuja pujança é bem conhecida, deverá manter-se a atividade, com novos projetos de gama média a surgir no terreno, destinados às famílias portuguesas que não estão a conseguir satisfazer as suas necessidades de habitação em Lisboa.

Mesmo o mercado industrial, que não tem acompanhado de igual forma a melhoria do mercado imobiliário, deverá ver este ano «uma possível viragem do ciclo», com um aumento do volume de espaços transacionados.