PNRU
O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana (PNRU) assinalou a sua 14.ª edição, no Museu Vista Alegre, em Ílhavo, numa cerimónia que recebeu mais de 200 convidados. Em 2026 estiveram a concurso 80 intervenções de reabilitação urbana, de norte a sul do país, incluindo ilhas, oriundas de 30 concelhos.
Para receber candidatos, parceiros, institucionais e empresariais, e demais convidados, esteve presente o Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Rui Dias. A receção contou também com as boas-vindas de António Gil Machado, Diretor da Vida Imobiliária, e de Pedro Mendes, Diretor de Comunicação e Marketing da SECIL Portugal, apoio master do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana.
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Lisboa, Porto, Peniche, Vila Nova de Gaia, Matosinhos e Alandroal acolhem os melhores projetos de reabilitação e regeneração urbana do país em 2026, vencendo a edição deste ano do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana. No total foram distinguidos 11 projetos (dois vencedores ex aequo), em 10 categorias, eleitas por um júri independente composto por personalidades de reconhecido mérito profissional e académico. Do imobiliário, à arquitetura, da engenharia à economia e à academia, em 2026 integraram o júri o engenheiro Manuel Reis Campos (Presidente da CPCI); o arquiteto e professor jubilado da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), Carlos Prata; a arquiteta e coordenadora do programa de mestrado e investigadora no departamento de arquitetura da Universidade Autónoma de Lisboa, Inês Lobo; o economista e professor do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG), João Carvalho das Neves; e o professor catedrático do Instituto Superior Técnico (IST), Manuel Duarte Pinheiro.
O júri do PNRU conta com a assessoria técnica e científica de várias entidades independentes, designadamente, do Instituto para a Construção Sustentável que apoia a seriação dos melhores candidatos na categoria "Reabilitação Estrutural". E, ainda, da ADENE – Agência para a Energia e da Savills na avaliação dos melhores projetos na categoria "Sustentabilidade".
Acresce o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Mestres da Construção com o apoio e curadoria do arquiteto Eduardo Souto de Moura e que, pelo quarto ano consecutivo, premiou um profissional que se destaca na execução da sua arte e ofício.
O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana na categoria Melhor intervenção de Uso Residencial foi atribuído ao Conjunto Residencial do Convento do Beato, em Lisboa, por Sónia Santos Monteiro, Gerente da Delegação do Porto da VICTORIA Seguros, e Rui Fragoso, Diretor da Direção de Edifícios e Eficiência de Recursos da ADENE.
O Conjunto Residencial do Convento do Beato resulta de um projeto de reabilitação e requalificação de um conjunto histórico complexo, localizado na zona oriental de Lisboa, destinado a habitação e eventos. Uma intervenção que se destaca pela articulação entre a preservação dos valores patrimoniais do antigo convento e das sucessivas ‘camadas’ industriais com a criação de novas condições de habitabilidade, valorizando a memória do lugar e a sua integração na cidade. Esta intervenção é uma promoção da Larfa Properties / Beato Lux, com arquitetura do atelier Risco e obra da SANJOSE Constructora.
O Museu Nacional Resistência e Liberdade, em Peniche, e o Pavilhão Julião Sarmento, em Lisboa, foram os candidatos vencedores (ex aequo) na categoria Melhor intervenção com Impacto Social. Entregaram este prémio Miguel Franco, Co-CEO da Schmitt+Sohn Elevadores e o professor Manuel Pinheiro, membro do júri.
O Museu Nacional Resistência e Liberdade resulta da reabilitação do interior dos edifícios prisionais e da construção de novos elementos exteriores, na Fortaleza de Peniche. Trata-se de uma intervenção promovida pelo Património Cultural, com projeto do arquiteto João Barros Matos e obra da construtora HCI. O Museu Nacional Resistência e Liberdade posiciona Portugal no roteiro internacional dos chamados Museus de Memória, evocativos das lutas travadas em nome dos direitos humanos e da liberdade. Vencedor (ex aequo) o projeto de reabilitação do Pavilhão Julião Sarmento é uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa e da Lisboa Ocidental SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana, com o apoio do atelier Carrilho da Graça Arquitectos e obra da Norcep Construções. Uma intervenção que se distingue pela preservação da imagem industrial do antigo armazém, transformando-o num espaço expositivo moderno, contido e luminoso, deliberadamente neutro e preparado para múltiplas configurações.
O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana na categoria Melhor intervenção de uso Comercial e Serviços foi atribuído à Reabilitação do Palacete Henrique Mendonça, em Lisboa, por Manuel Reis Campos, Presidente do júri do Prémio.
O Palacete Henrique Mendonça, uma obra de Miguel Ventura Terra, distinguida com o Prémio Valmor, impõe-se na paisagem lisboeta como um testemunho fundamental da transição arquitetónica entre os séculos XIX e XX. A sua reabilitação foi confiada ao atelier Frederico Valsassina Arquitectos e à construtora Teixeira Duarte, com o objetivo de aí instalar a sede do Imamat Ismaili. Uma intervenção que assegura a conservação e o restauro de um edifício histórico, mas que também simboliza a sua revitalização funcional.
O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana na categoria Melhor intervenção de Uso Turístico foi atribuído ao Tivoli Kopke Porto Gaia Hotel, em Vila Nova de Gaia. Um prémio entregue por Pedro Figueiras da Savills Portugal e pelo professor João Carvalho das Neves, em representação do júri.
O Hotel Tivoli Kopke Porto Gaia resulta da reabilitação das antigas caves Kopke, património secular do vinho do Porto, transformando antigos armazéns num hotel de cinco estrelas. A intervenção respeitou a traça original e a memória do lugar, preservando elementos arquitetónicos e estruturais, como coberturas, telhados, paredes de pedra, vãos e a estrutura e implantação do edifício. Promovido pelo Kopke Group Hospitality, o projeto, desenvolvido pelo arquiteto José Carlos Cruz e executado pela Mota-Engil, abrange uma área total de 20.240 m².
Resultado da avaliação do Júri, com o apoio técnico e independente da ADENE, o Prémio Melhor Solução de Sustentabilidade foi atribuído ao BUZ no La Movida, por Pedro Mendes, Diretor de Comunicação e Marketing da SECIL Portugal.
O Buz no La Movida, promovido pelo Castro Group, resulta da reabilitação integral de um edifício anterior a 1951, localizado na Rua Brito e Cunha, em Matosinhos. Inserido numa malha urbana consolidada, marcada pela presença de construções antigas e pela sua progressiva reconversão para novos usos, o edifício, com cerca de 1.879 m², afirma-se hoje como um espaço de trabalho contemporâneo.
A Fortaleza e Castelo de Juromenha, no Alandroal, foi a obra distinguida com o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana na categoria Melhor intervenção de Restauro. Um prémio entregue por Carla Santos, Diretora Geral da Mapei Portugal e por Arturo Malingre, membro da organização do prémio.
A obra de conservação e restauro da Fortaleza e Castelo de Juromenha, promovida pela Câmara Municipal do Alandroal, contou com os contributos da construtora HCI, da ERA Arqueologia e do atelier Pedro Pacheco Arquitetos. Uma intervenção tecnicamente exigente, baseada em investigação aplicada, ensaios laboratoriais e numa seleção criteriosa de soluções construtivas compatíveis com a pré-existência.
A Habitação José Braga, no Porto, foi distinguida com o Prémio de Melhor Intervenção com Área Inferior a 1000m². Um prémio entregue por João Santos, CEO da BSH Portugal e pelo arquiteto Carlos Prata, membro do júri.
A Habitação José Braga, construída em 1949, constitui uma das primeiras obras de Celestino Castro e um dos exemplos mais marcantes da aplicação, em Portugal, dos princípios formais, construtivos e conceptuais da arquitetura moderna à escala da habitação unifamiliar. A sua reabilitação foi confiada ao arquiteto Paulo Seco, do atelier Impare Arquitectura, e a obra à Construções F.J.B. Santos.
O Prémio de Melhor Reabilitação Estrutural foi entregue por Magali Gagliano, Diretora da Saint-Gobain e pelo professor Humberto Varum, Presidente do Instituto para a Construção Sustentável, à The Lisboan International School.
Sob a antiga Fábrica Napolitana, que marcou o início do tecido industrial em Portugal, surge a Lisboan International School. De funcionalismo neoclássico, os anteriores quatro edifícios (naves concebidas em torno de um espaço vazio) são reorganizados em cinco volumes adaptados à complexidade do programa escolar. Trata-se de um projeto de reabilitação do atelier Frederico Valsassina Arquitetos, com execução da obra a cargo da SANJOSE Constructora.
A requalificação do Parque Desportivo de Ramalde, no Porto, foi distinguida como a Melhor intervenção Cidade do Porto. Um Prémio entregue por XXXX
O projeto de requalificação do Parque Desportivo de Ramalde corresponde a um programa multifuncional que integrou a reabilitação dos edifícios existentes e a introdução de novas valências para a prática de râguebi, futebol, atletismo (lançamentos do peso, martelo e dardo) e tiro com arco. Esta é uma intervenção promovida pela GO Porto – Gestão e Obras do Porto, E.M., com projeto do arquiteto Paulo Tormenta Pinto e execução da obra a cargo da Cálculos e Títulos Construções.
Da Melhor intervenção na Cidade do Porto à Melhor intervenção na Cidade de Lisboa... o vencedor na categoria Melhor intervenção Cidade de Lisboa foi o Anjos Urban Palace.
O Anjos Urban Palace, no Príncipe Real, é um projeto de reabilitação urbana promovido pela EastBanc Portugal. Da autoria do arquiteto Eduardo Souto de Moura e com obra da construtora Alves Ribeiro, esta intervenção permitiu reinventar a estrutura original para acolher um espaço multifuncional. Com áreas destinadas a escritórios, comércio e restauração, o projeto assegura uma utilização diversificada e contínua, impulsionando uma nova dinâmica nesta zona da cidade.
Com mais de 20 anos dedicados a trabalhar a madeira com a precisão da mecânica, Rui Pedro Oliveira Simões foi distinguido com o Prémio Mestres da Construção. Um Prémio entregue pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura, curador do Prémio Mestres da Construção e António Gil Machado, Diretor da Vida Imobiliária.
Desde a sua 1.ª edição, há 14 anos, a placa oferecida pela Revigrés acompanha cada um dos vencedores. A par do troféu, esta placa tornou-se símbolo do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana e já se espalhou pelo país, sendo possível encontrá-la afixada em alguns dos edifícios mais bonitos das nossas cidades, exemplos de uma reabilitação de excelência.
A concurso estiveram 80 intervenções de reabilitação e regeneração urbana, de norte a sul do país, incluindo ilhas, num total de 30 concelhos. Concorreram intervenções localizadas em Abrantes, Alandroal, Angra do Heroísmo, Braga, Cascais (Carcavelos), Coruche, Elvas, Espinho, Fornos de Algodres, Guimarães, Leiria, Lisboa, Maia, Matosinhos, Nisa, Oeiras (Algés), Olhão, Oliveira de Frades, Penela, Peniche, Ponta Delgada, Ponte de Lima, Porto, Seixal, Sintra, Tavira, Trofa, Viana do Castelo (Afife), Vila Nova de Famalicão e Vila Nova de Gaia. São mais de 300 mil metros quadrados de área intervencionada, obras de reabilitação urbana concluídas entre 1 de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2025.
Organizado pela Vida Imobiliária, o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana conta com o superior apoio da SECIL. Destacar o patrocínio Platina, a esta iniciativa, da Schmitt + Sohn Elevadores, da Savills e da VICTORIA Seguros, bem como o patrocínio Ouro da BOSCH, da MAPEI, da Revigrés e da Saint-Gobain.
Agradecer o reconhecimento e apoio institucional das Ordens e Associações do setor, nomeadamente, da Ordem dos Arquitectos, da Ordem dos Engenheiros e da Ordem dos Engenheiros Técnicos. Bem como da AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional; da CPCI – Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário; da APPII – Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários; da ALP – Associação Lisbonense de Proprietários; da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal; da União das Misericórdias Portuguesas; do GECoRPA – Grémio do Património; e do SIL.