António Gil Machado, diretor da Vida Imobiliária
2013-05-22
Faz hoje 15 anos…o início de um caso de sucesso
A 22 de Maio de 1998, há precisamente 15 anos, abriam as portas da Expo’98, dando nova vida à zona oriental de Lisboa, até então um cenário industrial, cinzento e deprimido. Estava premido o gatilho para aquela que veio a ser, provavelmente, a maior intervenção de requalificação urbanística na cidade de Lisboa nas últimas décadas e que é hoje reconhecidamente um caso de sucesso a nível internacional: o Parque das Nações.  Não sendo imune a críticas, que as há, a verdade é que o Parque das Nações é também um caso de inspiração para todos os portugueses, boa parte dos quais por certo já nem se lembram de como era o cenário naquele local antes da Expo. É um caso de inspiração porque mostra que, quando privados e públicos se unem com vista ao bem comum, podem fazer sair do papel grandes projetos como este. Desde o início que ficou assente que a Expo 98 seria apenas o primeiro passo, e sem perder de vista o objetivo de evitar que ali fossem repetidos os erros cometidos noutros países, remetendo depois o recinto da Exposição ao abandono, foi posto em marcha um mega-plano de intervenção urbanística com vista a prolongar os efeitos positivos da Expo e a criar uma “nova cidade” dentro de Lisboa.  Hoje encontramos no Parque das Nações uma das zonas mais aprazíveis e movimentadas de Lisboa, uma autêntica ilha de sucesso num local que antes era uma espécie de no-man’s land para a maioria dos lisboetas e sem capacidade de atração de visitantes vindos de fora. Graças à Expo, ali viriam a ser construídos algumas das mais importantes infraestruturas de transportes e de lazer da cidade, ali viria ser criada uma nova zona de negócios, atraindo centenas de empresas. O comércio é outro dos pontos fortes e, depois do Centro Vasco da Gama, que com mais de década de atividade continua a ser um dos shoppings melhor sucedidos, nos últimos anos vários retalhistas têm vindo a contribuir para que também o comércio de rua ali floresça.  Fatores que, em conjunto, contribuem para que em pouco mais de uma década o Parque das Nações se tenha tornado um dos principais pólos económicos e habitacionais de Lisboa, albergando hoje 14.000 residentes permanentemente (Censos 2011). Em menos de duas décadas, passou-se de um único edifício – pré-existente à Expo – para mais de 8.000 prédios, que ali foram construídos entretanto. E, talvez por isso, o “excesso de construção” seja um argumento recorrente entre as vozes mais críticas, embora ali também tenha sido criado o segundo maior pulmão verde da cidade, que se estende por 100 hectares do Parque do Tejo e do Trancão. Não sendo imune a críticas, a verdade é que o Parque das Nações é uma zona sem paralelo na cidade de Lisboa. As acessibilidades, a vista, os espaços verdes, as centenas de áreas comerciais, os serviços, o casino e as infraestruturas culturais, são elementos que competem para tornar aquele local como um dos mais procurados como zona de lazer, não só pelos lisboetas, mas também por aqueles que vêm de fora da cidade. Quer se goste ou não, todos temos de reconhecer o bom trabalho que foi desenvolvido naquela zona, onde graças a um planeamento urbano cuidado e estrategicamente pensado, foi possível atrair o investimento privado e requalificar permanentemente a zona oriental de Lisboa. E, passados 15 anos, não restam dúvidas que foi devolvida aos cidadãos e que é cada vez mais usada pelas pessoas, residentes e não residentes. É uma grande intervenção urbanística, como poucas têm havido no nosso país, e sobretudo um exemplo a seguir, não só lá fora, mas sobretudo cá dentro!.    António Gil Machado, diretor da Vida Imobiliária
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