Ana Tavares
2017-02-23
Pouca oferta de escritórios vai condicionar resultados de 2017, diz Aguirre Newman
A pouca disponibilidade de novos espaços de escritórios e de espaços com grandes dimensões deverá condicionar os resultados da ocupação este ano, diz a Aguirre Newman, que considera que «há muito espaço para oferta especulativa».

A consultora também confirma, assim, esta tendência do mercado, para a qual vários especialistas têm vindo a alertar: «Há cerca de 2 anos que falamos nisto», notou Paulo Silva, managing partner da Aguirre Newman durante um encontro com a imprensa.

No ano passado, foram colocados em Lisboa cerca de 143.799m² de escritórios, e «muito provavelmente não vamos alcançar estes números por falta de oferta de escritórios» em 2017, alertou o mesmo responsável.

Paulo Silva considera que, por um lado, a opção habitação acaba por atrasar o investimento em escritórios, pela sua rentabilidade e bom momento de mercado. Por outro lado, «Lisboa não tem grandes promotores especializados em escritórios», e os que estão mais ativos «só fazem habitação». Por outro lado, os recursos financeiros para promoção imobiliária são escassos, «e o auto financiamento só é permitido no caso da habitação».

Outro dos fatores apontados para a falta de promoção de escritórios é o facto de as rendas ainda não terem atingido níveis confortáveis para os promotores. Mas, nota o responsável, «as rendas não sobem porque não temos edifícios novos que permitam materializar esta tendência» de crescimento. Ou seja, a subida existe, mas não há ainda edifícios prime que o reflitam.

A disponibilidade de escritórios chegava, no final de 2016, aos 473.462m², dos quais apenas 4% dizem respeito a novos espaços. Desde 2013 que o take up de escritórios novos tem vindo a aumentar, e a oferta deste tipo de ativo já passou dos 98.351m² para os 18.233m², ao passo que a disponibilidade de escritórios usados tem tido uma evolução muito mais estável. 

Entre 2017 e 2018 deverão entrar no mercado 46.500m² de novos escritórios, entre os quais o Edifício VDA, 24 de Julho 62, Edifício Abreu Advogados ou o Fontes Pereira de Melo 41, sendo que a maior parte da área está pré-contratada. A estes podem somar-se no futuro os edifícios Marquês de Pombal 14 (5.000m²) ou o República5-7 (6.100m²) que, no entanto, não têm ainda data definida para entrar no mercado.

Ainda assim, Lisboa continua a ser a capital com os escritórios mais baratos da Europa, e o fator atrativo mantém-se. Apesar de as empresas de shared services serem as mais ativas na procura de espaço, há outros interessados, e Paulo Silva considera que a procura é sustentável.

Resultados de 2016 «foram satisfatórios»

O ano passado foi positivo para a consultora, que registou um crescimento de 17% na faturação do departamento de escritórios, e um aumento de 16,2% nos resultados face ao ano transato. Esteve envolvida em operações como a colocação da Manpower Solutions, da Lusotechnip ou do Wizink Bank.

Na área de retalho, registou um crescimento de 31,3% na faturação, e na área industrial de 29%. Esteve envolvida em negócios de 300 milhões de euros na área de investimento.

A nota foi também de crescimentono departamento de avaliações, que cresceu 26% em termos de faturação, e no departamento de consultoria, que cresceu 6%. O departamento de arquitetura foi dos que mais se destacaram, com uma subida na faturação de 49% face a 2015, a par da área de Asse Management, com uma subida de 54%, ou a área de Property Management, com um crescimento de 71%.

O ano também começou bem para a consultora, que nota que várias das operações em pipeline em 2016 resvalaram para este ano, pelo que a sua conclusão está para breve, pois «nem tudo se encaixa no calendário de janeiro a dezembro». 

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