Fernanda Cerqueira
2017-08-01
PORTO CANDIDATO À EMA COM TRÊS «LOCALIZAÇÕES DE EXCELÊNCIA»
O Palácio dos Correios, na Avenida dos Aliados, o Palácio Atlântico, na Praça D. João I, e as instalações novas na Avenida Camilo Castelo Branco são as três localizações propostas para acolher a Agência Europeia do Medicamento (EMA, sigla em inglês), na cidade do Porto.

 

«Uma candidatura muito forte». As palavras de Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, durante a conferência de imprensa, no dia 1 de agosto, expressam a satisfação do autarca com a candidatura da cidade e dos três edifícios propostos para receber a Agência Europeia do Medicamento (EMA, sigla em inglês). «Num prazo muito curto de tempo apresentamos uma candidatura muito forte. O Porto mudou. Há uma década era incapaz de fazer uma candidatura desta natureza. O Porto tem uma marca hoje reconhecida», sublinhou o autarca.

A candidatura do Porto a cidade de acolhimento da EMA foi «um processo desafiante», reconheceu o vereador Ricardo Valente, elemento da Comissão Nacional de candidatura à EMA, mas «um desafio vencido» desde logo do ponto de vista da localização. «O Porto concorre a cidade de acolhimento da EMA com três localizações de excelência, todas com capacidade de receber em março de 2019 os 900 funcionários da Agência».

O Porto candidata-se com três edifícios de grande envergadura na cidade. Em causa estão o Palácio dos Correios, na Avenida dos Aliados, o Palácio Atlântico, na Praça D. João I, e as instalações novas na Avenida Camilo Castelo Branco, todos em «locais centrais da cidade».

O documento apresentado pela candidatura de Portugal à relocalização da Agência Europeia do Medicamento assinala que as áreas selecionadas são servidas por «uma densa rede de serviços e equipamentos urbanos, de comércio, hotelaria, restaurantes, estacionamento público, jardins e áreas patrimoniais reabilitadas, em convívio com empresas nacionais e internacionais». Por outro lado, refere, «qualquer uma destas opções é acessível pela rede de metro, com estações a menos de três minutos, ligando-se assim a toda a cidade e a infraestruturas fundamentais como o aeroporto, as universidades, os hospitais e outros equipamentos de escala metropolitana», sendo «igualmente assegurada a facilidade de acesso à rede urbana e interurbana de transporte de superfície, rodoviário e ferroviário».

Qualquer um dos três imóveis tem condições para, no final de março de 2019, «dar plena continuidade das funções da EMA», assinalou Ricardo Valente, referindo ainda que todo o processo de adaptação e de reajustamento dos edifícios terá «encargo zero para o município». O processo de reinstalação «é um negócio imobiliário, entre a Agência Europeia do Medicamento e o proprietário do imóvel escolhido. O nosso papel [Câmara Municipal do Porto] foi assegurar que a cidade respondia às necessidades da Agência».

Ricardo Valente explicou ainda que a fase que se segue é técnica, pois até 30 de setembro será dito pela Comissão Europeia se as 19 candidaturas cumprem os requisitos mas, realçou que «qualquer que seja esta nota, não desclassifica ninguém» uma vez que a decisão final só será conhecida em novembro, no Conselho Europeu.

Para o responsável a candidatura do Porto é já uma vitória, «Portugal demonstra se não menos que tem duas cidades com capacidade de receber uma instituição à escala da Agência Europeia do Medicamento».

Para além do Porto, concorrem à relocalização da EMA outras 18 cidades europeias: Amesterdão, Atenas, Barcelona, Bona, Bratislava, Bruxelas, Bucareste, Copenhaga, Dublin, Estocolmo, Helsínquia, Lille, Malta (a candidatura do país não indica uma cidade), Milão, Sófia, Varsóvia, Viena e Zagreb.

Veja AQUI o vídeo promocional da candidatura oficial do Porto.

 

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