Ana Tavares
2015-12-01
Mais de 21.000 registos de alojamento local foram feitos no espaço de 1 ano
Faz agora 1 ano desde a entrada em vigor do novo regime do alojamento local, a 27 de novembro de 2014. Neste período, foram registadas 21.211 casas neste regime, assim reconhecidas pelo Estado, numa média de 59 por dia.

De acordo com uma fonte do Ministério das Finanças em declarações ao Negócios, «é possível afirmar que a grande maioria destes mais de 21 mil registos representa formalizações de atividade e não o aparecimento de novos alojamentos locais».

O maior número de alojamentos surgiu no Algarve, dando entrada no Estado 11.277 processos desta zona, seguida de Lisboa, com 4.401, e do Porto, com 1.537.

Segundo o I, antes da entrada em vigor da nova lei, e segundo a ALEP, estavam registados perto de 10.000 estabelecimentos. Atualmente, do total de alojamentos registados, cerca de 12.000 pertencem a titulares, e mais de 90% tem 1 a 2 propriedades. 

Neste momento, quem atua no mercado paralelo pode ser sujeito a uma multa até 3.500 euros, no caso dos particulares, e até 37.500 euros, no caso de empresas, por cada apartamento gerido não registado. 

Crise deu empurrão forte

De acordo com o Expresso, por detrás do fenómeno estará a crise, que motivou muitas pessoas a abrir as portas de suas casas a turistas para compensar as perdas no orçamento familiar, sustenta Nathan Blecharczyk, cofundador desta empresa em declarações à mesma fonte.

Explica que «o Airbnb foi fundado e descolou durante a recessão [em 2008]. Muitos dos nossos utilizadores iniciais tinham sido despedidos e puderam assim manter as suas casas. Foi nas economias mais atingidas na Europa [como Portugal e Espanha] que tivemos o nosso maior crescimento na base de anfitriões».

Para a Associação do Alojamento Local em Portugal, recentemente constituída, «parece difícil acreditar mas Portugal foi o país que fez o enquadramento mais abrangente. No essencial, conseguiu o seu objetivo: atrair os operadores para a legalidade e criar um quadro de estabilidade legal e concorrência», diz o presidente Eduardo Miranda, que admite que «existem arestas a limar», nomeadamente a legalização de várias unidades em atividade.

Este responsável diz ainda ao Expresso que «somos os primeiros a defender a legalização e uma concorrência leal, pois os alojamentos legalizados são também os mais penalizados com a ilegalidade, mas preferimos procurar primeiro ajudar os colegas que ainda não deram esse passo do que sair numa caça às bruxas».

No entanto, a hotelaria ainda não convive pacificamente com este novo tipo de alojamento. Para Luís Veiga, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, a nova lei, em vigor há 1 ano, é uma «afronta à hotelaria», já que o novo diploma «não defende os interesses do turista», nem do residente, que «se vê confrontado com uma sobrecarga inesperada na zona onde vive», ou das autarquias, «que ficam com a batata quente nas mãos».

Maioria dos que alugam na Airbnb a nível global ganham mais de €70.000/ano

Um estudo recente realizado pela Morgan Stanley revela que 66% dos utilizadores da plataforma Airbnb, que aluga alojamento temporário em todo o mundo, ganha mais de 70.000 euros por ano.

Mais de metade dos clientes do Airbnb viajam em lazer e eram utilizadores habituais dos “bed and breakfast” ou que optavam por ficar em casa de amigos e familiares nas férias. Quem viaja em trabalho continua a preferir os hotéis. 

Portugal é um dos mercados com mais propriedades registadas no Airbnb, na 11ª posição entre 191 países, com Lisboa em 14º lugar entre as cidades. 

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