Ana Tavares
2016-03-23
Lisboa e negócios podem expandir-se para Sul, diz Baía do Tejo
A margem Sul do Tejo é uma alternativa de expansão da cidade de Lisboa, acredita a Sociedade Baía do Tejo. Aliás, «se Lisboa quer ser competitiva a nível global, tem de alargar as suas fronteiras», defende Sérgio Saraiva, administrador da empresa.

O responsável falava em entrevista à Vida Imobiliária, dando nota da atividade recente da sociedade pública Baía do Tejo e dos planos para este ano. A atração de investimento está no topo das prioridades, e foi nesse sentido que a empresa promoveu o Arco Ribeirinho Sul recentemente, no MIPIM, através de uma parceria com a InvestLisboa, com a CML e com os municípios que o compõem.

Lisboa foi promovida no certame enquanto cidade mas não só, também enquanto região, o que já acontece com outras áreas metropolitanas do mundo, e um caminho que Sérgio Saraiva acredita que é o certo a seguir. A ideia passa por contrariar a expansão de Lisboa para norte, mostrando que também há vantagens e até algumas semelhanças em instalar empresas e atividades económicas na Lisbon South Bay. Este projeto, promovido pela empresa pública, pretende ser um cluster com condições ideais para a instalação de empresas nacionais e/ou estrangeiras, com um maior sentido de comunidade, que funcionem em sinergia. A ideia é, essencialmente, fortalecer a atividade económica, potenciar o desenvolvimento de novas atividades industriais e criar novas áreas urbanas com boas acessibilidades.

Sérgio Saraiva exemplifica que «para norte também há portagens pagas, portanto às vezes é mais uma barreira psicológica do rio que outra coisa. Há que desmontar essa ideia. Quem investir na Cidade da Água, por exemplo, (um dos projetos a desenvolver pela sociedade), está a 8 minutos da baixa de Lisboa se apanhar o cacilheiro».

Para os investidores internacionais, esta proximidade do centro de Lisboa e o custo por metro quadrado significativamente mais barato dos terrenos e empreendimentos promovidos pela Baía do Tejo serão uma vantagem: «O nosso elemento diferenciador é o custo da terra. Não estamos em saldos, mas é bom de ver que o custo por metro quadrado aqui é mais baixo que me Lisboa, e conseguimos ser muito competitivos a esse nível, é uma questão de promoção».

Na margem Sul, a Sociedade Baía do Tejo já gere vários parques empresariais, ativos estes que Sérgio Saraiva defende que «não podem ser territórios monofuncionais, pois isso pode causar vários problemas, nomeadamente de segurança». Por isso, o objetivo é «ter vários tipos de atividade que possam ser complementares entre estes vários territórios que gerimos, entre cada um e em relação a Lisboa. Queremos funcionar como elemento aglutinador, apesar de nem sempre ser fácil conjugar as vontades e perspetivas dos vários municípios com quem trabalhamos».

Por isso mesmo, a Baía do Tejo aposta em perfis de empresas diferenciados, sendo que as artes são um cluster importante. Atualmente, a empresa tem 283 empresas instaladas nos seus parques, grande parte no Barreiro. Sérgio Saraiva explica que «fruto da proximidade que temos tido com parceiros locais e nacionais a nível artístico, estes territórios são sempre atrativos para esse tipo de atividades», refere Sérgio Saraiva, que dá o exemplo de «um projeto que tivemos de residências artísticas com patrocínio da Gulbenkian, isto traz públicos diferentes». Isto é diferente de um parque industrial «que fica longe e isolado. Assim temos interligação com a cidade, com a comunidade local, etc. Isto, para um investidor cujo perfil tem vindo a mudar, tem um valor intangível mas que é real. Há uma atividade para lá dos parques empresariais que faz um perfil muito interessante».

As prioridades da Baía do Tejo para este ano passam não só pela promoção da Lisbon South Bay, como também da Cidade da Água e por várias empreitadas de reabilitação urbana do Arco Ribeirinho Sul. 

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