Ana Tavares
2018-01-03
Investimento imobiliário comercial chega aos €1.900M
2017 terá fechado com um crescimento de 50% no investimento imobiliário comercial em Portugal, que terá chegado aos cerca de 1.900 milhões de euros.

 

Este investimento, que exclui as aquisições de imóveis habitacionais e de edifícios para reabilitação, terá superado em 50% os 1.254 milhões de euros transacionados no ano passado, mostram os dados preliminares apurados pela JLL, e «projeta o ano de 2017 para um patamar nunca atingido em Portugal», explica a consultora.

Dos cerca de 1.900 milhões de euros investidos, cerca de 37% dizem respeito ao retalho e 33% a escritórios. Já o setor industrial/logístico quase quadruplicou o seu peso no total para 17%, protagonizando o maior negócio do ano, a compra do portfólio da Logicor por cerca de 250 a 270 milhões de euros.

Destaque também, no retalho, para a compra do Forum Coimbra e Forum Viseu (200 a 230 milhões de euros) e do Vila do Conde Outlet (130 a 140 milhões de euros). E, nos escritórios, para a venda do portfólio Silcoge, entre os 140 e os 160 milhões de euros, e do edifício Entreposto, por cerca de 65 milhões de euros.

A atividade foi dominada pelos fundos de investimento, que representaram cerca de 68% do total, numa altura em que o investimento internacional aumentou a sua quota no volume de investimento de 85% para 91%.

Pedro Lancastre, diretor geral da JLL em Portugal, comenta que «2017 foi um ano espetacular para o mercado imobiliário em Portugal. Já não estamos a falar de um percurso de recuperação, mas sim de expansão. No investimento e na atividade de ocupação e venda de escritórios, habitação e hotelaria, atingiram-se volumes de negócios e crescimento de valores que superam máximos atingidos no mercado». Por isso, acredita, «é um crescimento sustentado e sustentável, porque as fontes de procura são hoje muito mais diversificadas e o posicionamento de Portugal na captação de capital internacional não é conjuntural».

Este responsável destaca também que «este ano excecional para a empresa e para o mercado imobiliário espelha também o contexto económico favorável e que surpreendeu pela positiva, numa altura em que as agências de notação reviram em alta o rating da dívida portuguesa. A conjugação destes fatores impulsionou o crescimento económico, a confiança internacional, o financiamento e o investimento».

2018 «no mínimo» em linha com 2017

Os bons resultados de 2017 deixam prever que 2018 será igualmente positivo para o mercado. Pedro Lancastre acredita que «será um ano de grande atividade, que, no mínimo, se manterá em linha com 2017».

Isto porque «o interesse internacional por Portugal, enquanto destino para investir, morar, trabalhar ou visitar, vai manter-se muito forte, ao mesmo tempo que os portugueses também estão mais ativos. É uma tendência que afeta positivamente a procura por todos os tipos de imóveis e que terá uma abrangência geográfica cada vez maior, alargando a mercados secundários além de Lisboa, Porto, Algarve. A maior libertação de financiamento também ajudará ao robustecimento do mercado quer de investimento quer de ocupação».

Paralelamente, acredita que «o grande desafio será dar gás à promoção de nova habitação e escritórios, já que o stock disponível de qualidade e ajustado às várias franjas da procura começa a escassear, limitando o crescimento do mercado».

 

Ano de recordes para a JLL

Também para a consultora o ano foi extremamente positivo. No ano em que assinalou 20 anos em Portugal, registou também o seu melhor ano de sempre no país, com um volume de negócios 60% acima do ano anterior.

Este crescimento foi impulsionado pela maior atividade tanto nas áreas transacionais, com um crescimento agregado de 106%, como nas não-transacionais, onde o negócio registou um aumento agregado de 28%.

«Foi um ano de crescimento a dois dígitos - e até a três em algumas áreas de negócio - além de consolidarmos a nossa quota de mercado. Só na atividade transacional de investimento, de ocupação de escritórios e venda de habitação premium, atingimos quotas de 30% a 45% do total negociado pelo setor, o que mostra o nosso contributo para o dinamismo do mercado», acrescenta Pedro Lancastre.

 

 

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