Susana Correia
2016-02-04
Habitação já vale o dobro dos escritórios na avenida da Liberdade
Quem agora quiser comprar um apartamento na avenida da Liberdade poderá ter de desembolsar até 8.000 €/m², praticamente o dobro dos valores praticados para a venda de escritórios naquela artéria lisboeta, os quais não ultrapassam hoje os 4.000 €/m².

Um fenómeno que ajuda a explicar porque é cada vez mais investidores estão a apostar na reconversão de edifícios para fins habitacionais naquela que até agora tem sido conhecida como a mais prestigiada localização para as empresas em Lisboa.

Estes valores foram avançados pelo diretor-geral da JLL Portugal, Pedro Lancastre, durante um encontro com os jornalistas na passada quarta-feira, em Lisboa. “Nunca houve um gap tão grande entre os preços de venda de habitação e de escritórios na zona prime de Lisboa”, revelou o responsável, lembrando que esta é uma das grandes tendências que prometem continuar a marcar a atividade imobiliária na capital portuguesa em 2016 e que, mais do que um desafio deve ser encarada como uma oportunidade para dinamizar do ponto de vista imobiliário e económico outros pontos da cidade.

Ou não começasse agora a escassear a oferta disponível de escritórios na cidade, fazendo com que vários promotores e investidores voltem a apostar no lançamento de novos projetos para este mercado. “Tendo em conta a evolução da atividade nos últimos meses e as projeções para este ano, cremos que existe alguma margem de progressão na tomada de espaços de escritórios em Lisboa em 2016, mas com um risco: a escassez de oferta disponível”, disse Pedro Lancastre, realçando que “quem investir agora em novos projetos terá margem para poder cobrar um prémio em termos de rendas”.

Fernando Vasco Costa, que lidera a área de Development Solutions na JLL Portugal, não tem dúvidas: “há efetivamente uma maior abertura para a promoção de novos escritórios em Lisboa”. No entanto, a maioria dos projetos atualmente em análise não ficam no eixo do prime CBD, mas sim em zonas como o Parque das Nações ou a faixa ribeirinha. No primeiro caso o foco são projetos de construção nova, ao passo que no segundo o principal foco é a reabilitação de património já existente, esclarece aquele responsável.

Enquanto estes projetos não saem do papel, tendo em conta que a “maior fatia do novo stock que será lançado no mercado até 2017 já tem ocupação garantida” e que “há cada vez mais empresas a deslocalizar os seus serviços para Portugal”, o cenário mais provável para os próximos meses é que se assista a um maior dinamismo da procura na zona do Corredor Oeste, tal como aconteceu nos últimos dois anos no Parque das Nações diz por seu turno Mariana Rosa. A razão, explica a diretora do departamento de Corporate Solutions & Office Agency da Jones Lang LaSalle, é porque ‘a procura que queira arrendar grandes áreas de escritórios no próximo par de anos terá de se deslocalizar para o Corredor Oeste, pois é onde ainda existe muita oferta disponível”.

Casas voltam a vender-se em planta

Enquanto isso, o mercado residencial focado no segmento alto continua a florescer em Lisboa com “os melhores projetos estão novamente a ser vendidos em planta”. Um cenário que está a ter frutos também na atividade da JLL, que depois de se ter estreado nesta área de negócio há menos de dois anos alcançou em 2015 um crescimento de 100% nesta área de atividade graças à aquisição da Cobertura.

De acordo com Patrícia Barão, que tem a seu cargo liderança do departamento residencial, em 2015 foram vendidas pela sua equipa casas a compradores de 25 diferentes nacionalidades. O mercado chinês, embora continue a ser importante, é que perdeu um pouco o gás nestes últimos meses, consequência dos atrasos que estão a acontecer nos processos de obtenção e renovação dos Vistos Gold. Já em relação ao mercado doméstico a situação é a inversa, já que “os portugueses estão de novo a comprar casa e com mais acesso ao crédito, o que é muito positivo”, notou aquela responsável.

Pelas contas da JLL existem atualmente cerca de 100 apartamentos em pipeline na avenida da Liberdade, “um número que deverá quintuplicar se consideramos também as avenidas adjacentes”.

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